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Tremendão convida novamente, 27 anos depois [ 15.mai.07 ] Enquanto RC se debate mais uma vez entre autoritarismos obsessivo-compulsivos ao proibir sua biografia assinada por Paulo César Araújo (e que já está disponível para download gratuito pela internet afora), seu parceiro e amigo de fé Erasmo Carlos comemora a paz, o amor e a música (dos dois) em Erasmo Carlos convida – Volume II (Indie Records, 2007). Este disco chega para uma geração que não teve o privilégio de ouvir o primeiro e sensacional volume quando este foi lançado há 27 anos. Em 1980, estavam ao lado de Erasmo artistas como Maria Bethânia, Jorge Ben, Gilberto Gil, Tim Maia, Gal Costa, Rita Lee, Wanderléa, A Cor do Som, Caetano Veloso, Nara Leão, As Frenéticas e, claro, Roberto Carlos. Os tempos mudaram, os artistas também.
O repertório não traz novidades em termos de canções da dupla Roberto & Erasmo e mesmo a produção de Mú Carvalho (ex-A Cor do Som), que liberou cada artista convidado para criar seu arranjo, não ousa na sonoridade. Claro, o objetivo não é esse (ousar, modernizar, etc.), mas também não é o seu contrário (preguiça, oportunismo, etc.). Erasmo Carlos é um dos maiores compositores da música popular brasileira e é o responsável direto por certas doses de erotismo, bom humor, lirismo e crônicas do cotidiano nas músicas da dupla. Portanto, é sempre um prazer ouvir o gigante gentil, principalmente quando o homem está se divertindo ao lado de novos e velhos amigos. Em 12 faixas, Erasmo abraça amigos medalhões como Chico Buarque (“Olha”), Milton Nascimento (“Emoções”) e Djavan (“De tanto amor”), que estão nas versões com os arranjos mais conservadores; uma nova formação do histórico grupo vocal Os Cariocas (“Pão de açucar”); Simone (“Vou ficar nu pra chamar sua atenção”); Lulu Santos (em uma eletrificada “Coqueiro verde”); Zeca Pagodinho (que tranformou “Cama e mesa” em sambão de fundo de quintal); Kid Abelha (“O portão”); as bandas Skank (“A banda dos contentes”) e Los Hermanos (“Sábado morto”, que traz um dos melhores duetos, entre Rodrigo Amarante e Erasmo); e as moças Marisa Monte (“Tema de não quero ver você triste”) e Adriana Calcanhotto (“Ilegal, imoral ou engorda”, com participações de Kassin, Domenico e Dé Palmeira). E, para finalizar, uma doce confissão do jornalista Pedro Alexandre Sanches no texto que escreveu para o release do disco: “Mesmo que Erasmo não esteja no ápice, estou diante de um belo disco, de um belíssimo, gigantesco artista”. E ponto final. Leia também
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