O KLB envolto em suas paixões
O KLB ama os Beatles, os Mutantes, etc.
[ 28.mai.07 ] Os irmãos Kiko, Leandro e Bruno, o trio KLB, têm idades que variam entre 28 e 23 anos, mas o gosto musical é um pouco mais velho e majoritariamente roqueiro. Taí uma das muitas influências do pai Franco Scornavacca, que foi baixista da banda jovem guardista Os Brasas (e depois ganhou tubos de dinheiro como empresário de artistas como Zezé Di Camargo & Luciano e Fábio Jr). O resultado deste encontro de gostos e afinidades familiares sai agora no oitavo disco do trio, Bandas (Universal, 2007), uma homenagem ao pop rock brasileiro (e internacional) das décadas de 1960, 70 e 80.

Produzido pelo inglês radicado no Brasil Paul Ralphes (Cidade Negra, Skank, Lulu Santos, Sandy & Junior, etc), o disco traz uma dedicatória reveladora do espírito do trabalho: “aos garotos que como nós amam os Beatles e os Rolling Stones”. Entre a homenagem carinhosa e a vontade de colocar um toque pessoal, os KLB encaram sucessos históricos. Tudo começa na década de 1960 com a Jovem Guarda e versões em português de canções inglesas e norte-americanas: “O último trem” (versão lançada pelo The Sunshines para “Last train to Clarksville” dos Monkees), “Meu primeiro amor” (versão do Renato e seus Blue Caps para “You’re going to lose that girl” dos Beatles), “Não devo mais ficar” (versão do The Fevers para “Have you ever seen the rain” do Creedence), “Menina linda” (versão do Renato e seus Blue Caps para “I should have known better” dos Beatles), “Erva venenosa” (versão dos Golden Boys, e posteriormente Herva Doce, para “Poison Ivy”) e, claro, “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones” (versão d’Os Incríveis para o clássico eternizado por Gianni Morandi).

Na década de 1970, o rock brasileiro já começa a ter artistas e músicas mais e mais originais e desta época o KLB pinça “Balada do louco” (Rita Lee e Arnaldo Baptista) dos Mutantes e “O vira” (Luhli e João Ricardo) dos Secos & Molhados, além da balada mineira “Todo azul do mar” (Ronaldo Bastos e Flávio Venturini) do 14 Bis. Dos anos 80 surgem “Rádio Pirata” (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon) do RPM, “Nós vamos invadir sua praia” (Roger Moreira) do Ultraje a Rigor, “Pro dia nascer feliz” (Cazuza e Roberto Frejat) do Barão Vermelho, “Whisky à go go” (Paulo Massadas e Michael Sullivan) do Roupa Nova e “O astronauta de mármore” (versão dos gaúchos do Nenhum de Nós para “Starman” de David Bowie). Depois desta pausa com olhos no passado, os irmãos KLB querem ver o futuro de um outro jeito.
Pesquisa por data
© Copyright • Gafieiras • 2002 - 2009 • Todos os direitos reservados.
site: rosselli • v:3.0