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Papete e Luis Lopes, percussão e piano [ 29.mai.07 ] Percussionista de currículo extenso, o maranhense Papete chamou o amigo e pianista Luis Lopes (os dois tocam na banda de Almir Sater) para contar uma história musical, instrumental e para todas as idades chamada Era uma vez... (CPC-UMES, 2007). Todo feito a partir do encontro do piano com a percussão, o disco disseca um tanto do país a partir de dez faixas. A praia, o interior, o sertão, o campo e as raízes africanas, indígenas, árabes, portuguesas, enfim, tudo o que ajudou (e ajuda) a construir uma identidade brasileira. A dupla também contou com o apoio, em algumas faixas, do baixista Paulo “Bira” Brioschi.
Leves, modernos e líricos, a dupla Papete e Luis Lopes chama Ary Barroso (“Na Baixa do Sapateiro”), Oscar Castro Neves (“After sunrise”), Théo de Barros (“A ova”), Milton Nascimento e Fernando Brant (“Ponta de areia”), Sérgio Habibe (“Cavalacanga”) e Eugênio Matos (“Era uma vez”) para umas voltas pelo disco. Colocam também composições próprias como “Ana” (Luis Lopes e Guca Domenico), “Água de coco” (Papete), “Lefanke dulu” (Luis Lopes) e a vinheta “Berimbalis” (Papete). Aliás, Papete é, ao lado de Naná Vasconcelos, referência internacional quando o assunto é berimbau. Em conversa com o jornalista Pedro Sobrinho, Papete afirmou que “[eu e Luis Lopes] tentamos fazer uma coisa que todo mundo entenda. É a sonoridade, é o Brasil, essa fantasia, esse conto da Carochinha, por isso se chama Era uma vez...”. De fantasia em fantasia, e de fantasia em realidade, é possível construir um país, ou pelo menos sua música. Leia também
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