Nego Moçambique e a arte de chacoalhar
o esqueleto
Nego Moçambique chacoalha todo em novo CD
[ 31.mai.07 ] Ele nasceu Marcelo Martins em Brasília, mas hoje, aos 34 anos e radicado em São Paulo, é mais conhecido como Nego Moçambique. Famoso no mundo eletrônico por suas apresentações onde dança e comanda computadores e sintetizadores ao vivo (não, ele não é DJ!), o produtor e compositor lança agora seu segundo e mais ambicioso disco, La rumba computer (Segundo Mundo, 2007).

Todo produzido e tocado pelo próprio Moçambique, o disco condensa soul, funk, breaks, house, afrobeat e brasileirices viajandonas em 13 faixas e numa mistura de português, inglês e espanhol. A babel criada pelo produtor traz delícias dançantes como “Afrikana”, “Superluz (Sebo nas canelas)”, “Sex bomb”, “La rumba computer”, “Whatchagonnado” e “She loves the superboogie (Melô do robozão)”, além de “Dancingsubatomicmonkeyflava” que tem vocais de Thalma de Freitas. Além de conteúdo pulsante, o disco vem em uma embalagem de papelão inusitada criada pelo próprio Moçambique com uma ilustração feita a partir de colagens e, dentro, fiozinhos coloridos e o disco em si numa capinha menor.

Em seu site oficial, Nego Moçambique afirma o seguinte, como numa espécie de carta de intenções: “Acredito na música como expressão legítima do subconsciente. Essa mistura de informações do dia a dia, sentimentos, dores, relacionamentos com as outras pessoas, referências musicais, barulhos na rua, sonhos... a música eletrônica com suas possibilidades de timbres e colagens de sons (samplers) é um ótimo meio para dar vazão a essa confusão”. Muito consciente, Moçambique consegue em La rumba computer a união da cabeça com o coração e os quadris.
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